Uma visita marcada por histórias, música e lembranças do passado transformou a manhã desta quinta-feira (11) em um momento especial para o ex-prefeito de Aquidauana, Odilon Ribeiro, e seu irmão, Zelito Ribeiro, durante passagem por Porto Murtinho.
Os dois foram recebidos pelo casal Antônio Barreto e Conceição Barreto, moradores tradicionais da cidade que neste ano celebram meio século de união. Em um ambiente descontraído e repleto de recordações, o casal compartilhou experiências que ajudam a contar a trajetória do município ao longo das últimas décadas.
Entre os relatos, seu Antônio lembrou de uma época em que Porto Murtinho tinha uma rotina bem diferente da atual. Segundo ele, a energia elétrica era fornecida por geradores e, por volta das 22 horas, o fornecimento era interrompido, alterando completamente a dinâmica da população local.
A conversa ganhou ainda mais emoção quando dona Conceição, animada pelo encontro, pegou o violão e começou a interpretar diversas canções, transformando a visita em uma verdadeira roda de música e boas lembranças. O momento encantou os visitantes, que destacaram a alegria, a simplicidade e a receptividade do casal.
Além das histórias de vida, outro destaque da visita foi o museu particular mantido por seu Antônio Barreto. Prestes a completar 91 anos de idade no dia 13 de junho, ele dedica parte de sua vida à preservação da memória de Porto Murtinho por meio de uma impressionante coleção composta por milhares de objetos históricos, documentos, fotografias e peças antigas que retratam diferentes períodos do desenvolvimento da cidade.
O acervo, construído ao longo de décadas, é considerado uma importante contribuição para a preservação da história local, permitindo que moradores e visitantes conheçam detalhes da formação cultural e social de Porto Murtinho.
Ao final do encontro, Odilon Ribeiro e Zelito agradeceram a recepção e destacaram a importância de valorizar pessoas que mantêm viva a memória da região. Para eles, histórias como as do casal Barreto representam um patrimônio humano tão importante quanto os registros históricos preservados em museus e arquivos.






