Caminhão que inaugura Rota Bioceânica fica retido em Ponta Porã

O caminhão frigorífico de cargas que inaugurou oficialmente o trecho da Rota Bioceânica, saindo de Campo Grande, está retido em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. Conforme informações do delegado da alfândega de Ponta Porã, Daniel Saldivar, o veículo está desde a última sexta-feira, dia 24 de novembro, na cidade. O motivo informado foi falta de documentações.

O delegado complementou que assim que os documentos que faltaram forem apresentados, o caminhão seguirá viagem. “Creio que amanhã tudo será sanado e o caminhão seguirá”, disse neste domingo (26).

Este foi o primeiro embarque oficial de mercadorias que serão transportadas pela Rota Bioceânica. O caminhão frigorífico pertence a JBS e está carregado com 12 toneladas de carne desossada e congelada.

A carreta com carne bovina oriunda de Mato Grosso do Sul faria a travessia de balsa pelo Rio Paraguai e tinha o caminho previsto pelo interior do Paraguai e da Argentina até o destino, no porto de Iquique, no norte do Chile.

O site Campo Grande News contatou a assessoria de Imprensa da JBS para esclarecimento da situação. Até o momento, não houve retorno oficial. O espaço segue aberto.

Rota e expedição – A Rota Bioceânica criará importante conexão viária entre o Centro-Oeste brasileiro e o oceano Pacífico, tendo início em Mato Grosso do Sul e desembocando em Porto Murtinho. Dali, o trojeto cruza o território paraguaio por Carmelo Peralta, Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo.

Depois, o trecho atravessa o território argentino passando pelas cidades de Misión La Paz, Tartagal, Jujuy e Salta, ingressando no Chile pelo Passo de Jama, até alcançar os portos de Antofagasta, Mejillones e Iquique. A rota tem o trecho de 3.320 km no total.

Na sexta-feira (24), a 3ª Expedição da Rota Bioceânica ou Rila (Rota de Integração Latino-Americana) saiu de Campo Grande cerca de 100 participantes.A saída do comboio composto por 35 veículos está prevista para ocorrer em frente ao Monumento Rila.

A meta da comitiva é atestar a viabilidade econômica da Rota Bioceânica indicando aos participantes todo o processo aduaneiro, alfandegário e de desembaraço que passam os produtos exportados. 

Por – Douradosnews