Briga entre adolescentes de escola pública de Corumbá vai parar na internet

Quase um mês após a morte, por esfaqueamento, da adolescente Luana Vieira Gregório, 15 anos, ocorrida em 11 de setembro durante briga na saída de uma escola estadual em Campo Grande, um caso semelhante – mas sem o desfecho trágico – ganhou destaque por ter acontecido em Corumbá, a 420 quilômetros de Campo Grande, também na saída de uma escola estadual.

Dois vídeos, postados na mais popular das redes sociais da internet, mostravam uma briga entre duas adolescentes nas imediações da Escola Estadual Doutor Gabriel Vandoni de Barros, no bairro Maria Leite. As “brigonas” usavam uniforme da rede estadual de ensino.

As imagens, que juntas somam 2 minutos, já foram removidas da internet. Elas mostram uma situação de violência extrema entre as duas. No entorno delas, uma plateia – formada por estudantes uniformizados com a camiseta azul -, acompanhava a luta como se estivesse num ringue.

O vídeo mostra cenas de violência e foge dos tradicionais puxões de cabelos. Há momentos em que os socos são a tônica do confronto. Numa situação, uma das garotas foi derrubada no chão e mesmo caída, recebeu fortes golpes no rosto da outra jovem, que havia subido sobre a adversária para golpeá-la com mais força e intensidade.

Num determinado momento, uma das meninas pula sobre a outra, as duas caem e rolam no chão trocando socos entre si. Em todas essas situações, a plateia praticamente não esboça reações para conter a briga. Ao contrário, incita e estimula a continuidade da luta. Na verdade, uma garota tenta, em um dos vídeos, apartar, mas alguém com um gesto que parece de quem está puxando o cabelo, a impede de separar a dupla.

Em um dos vídeos é possível perceber que o confronto entre as adolescentes ocorre na avenida Nossa Senhora da Candelária, que passa exatamente na frente da Escola Estadual Doutor Gabriel Vandoni de Barros. No outro, não fica clara a rua, mas é possível perceber um ônibus da linha Maria Leite passando ao fundo.

Sem pronunciamento

A reportagem foi até a Escola Estadual Doutor Gabriel Vandoni de Barros, mas foi informado que a instituição de ensino não se pronunciaria sobre o assunto porque não há autorização da Secretaria Estadual de Educação. Mas, a reportagem apurou que a direção escolar está se reunindo com todos os envolvidos no caso – estudantes e familiares – para resolver a questão de maneira definitiva.

Veja vídeos.