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Data:27/07/2010
Fonte Jatobanews
 

 

 

 

 

 

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Ari Artuzi acusa Marçal e Marcondes de perseguição política
João Prestes e Alcindo Rocha
A defesa do deputado estadual Ari Artuzi (PDT) parece ter mudado de estratégia ao eleger o presidente municipal do PMDB de Dourados, Marçal Filho, e o vereador Eduardo Marcondes, também do partido, como os principais responsáveis pela desfiliação do parlamentar. Artuzi sofre processo do PMDB que quer destituí-lo do cargo em favor do primeiro suplente, ex-prefeito de Paranaíba Diogo Tita.

Até então Artuzi cerrava críticas sobre o tratamento que lhe teria sido dispensado pelo governador André Puccinelli (PMDB), dizendo ter sido esse o principal motivo de sua desfiliação. Agora, parece ter mudado de estratégia e alega perseguição e falta de espaço dentro do diretório municipal douradense.

Hoje o juiz eleitoral Dalton Kita toma os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa. Artuzi arrolou seis testemunhas, sendo dois deputados: Marcos Trad (PMDB) e Pedro Kemp (PT); o advogado Nery Azambuja, os dirigentes do PDT douradense Bruno Ivaldi e Sérgio Castilho e o ex-vereador Adão Dauzaker. O advogado de Artuzi é René Siufi.

Enquanto as testemunhas eram ouvidas, Artuzi falou com o Midiamax sobre o caso. Disse que Marçal Filho não o deixava “fazer nada” em Dourados, que articulou para o ingresso no partido do deputado federal Geraldo Resende para ser candidato a prefeito, quando sabia que essa era sua pretensão; que Marçal quer assumir a vaga de Resende na Câmara; que sofreu vários tipos de perseguição também por parte do vereador Eduardo Marcondes, liderança municipal do PMDB.

Pêlo curto

Ao mesmo tempo, Marquinhos Trad cumpriu a promessa de ajudar Artuzi a salvar o mandato servindo de testemunha de um fato que pode ser caracterizado como ofensa ao parlamentar, no seu entender. Trad lembra de ter ouvido o governador André Puccinelli (PMDB) chamar Artuzi de “animal de pêlo curto”, uma referência a animal arisco, não domesticado, de difícil manejo.

Isso teria acontecido durante uma reunião em que estavam presentes todos os deputados e se discutia a cedência de servidores para os gabinetes. Artuzi argumentou por que André não queria ceder servidores e, ao mesmo tempo, nomeou o ex-senador Juvêncio da Fonseca para um cargo de assessor especial, ganhando mais de R$ 10 mil por mês. “Fica quieto animal do pêlo curto”, teria sido a resposta de André.

Marquinhos disse que avisou o governador que seria testemunha de Artuzi, que André o liberou para “falar a verdade”, que André em outra ocasião também teria chamado a deputada Celina Jallad do mesmo apelido porque tem “incontinência verbal” e entende que sua atitude não causa constrangimento, nem aborrecimento dentro do partido.

Gardenal

Outro argumento apresentado por Artuzi é episódio em que André teria dito, em Itaporã, durante ato público, que ele toma Gardenal, medicamento controlado ministrado em pacientes com problemas neurológicos. O governador também teria o hábito de chamar Artuzi de “beijoqueiro”, mas nesse caso nem ele soube dizer se o apelido é pejorativo ou não.
Artuzi se desfiliou do PMDB em setembro de 2007, dois anos após ter entrado no partido. Ele se elegeu em 2002 pelo PMN, mas antes de assumir o mandato já estava no PDT, partido ao qual retornou para tentar se eleger prefeito de Dourados.

O juiz vai ouvir todas as testemunhas de defesa e acusação e só depois estará apto a julgar o caso. O deputado Ari Rigo, presidente regional do PDT, esteve no TRE mas saiu antes do início dos depoimentos. Ele disse que Rigo é “um bom menino que só tem intenção de ser prefeito de Dourados”.


Notícia Postada em 14/02/2008

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